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II Ano

Para a Turma 2004 de 2013


Querida Turma 2004,

As postagens anteriores são para uma outra turma 2004, do ano passado. Para vocês, gostaria de deixar um link de umas questões, com gabarito, que servirão de base para eu usar em parte da prova. Mas lembre-se que também haverá questões sobre Imperialismo que usarão o texto e a folha de exercícios já discutidas em aula! (se quiserem também coloco aqui, ok?!)

Ao clicar no link você será direcionado para um arquivo em "pdf" de um professor (Ricardo Carvalho) com 20 questões sobre as Doutrinas Sociais do século XIX. Na verdade são 19 questões, pois a primeira não conta para o assunto a ser tratado e creio ter sido inserida no arquivo para evitar cópias.

Vou deixar abaixo também o texto que estou usando em aula com vocês, para quem não o tiver, e que ajuda a nortear as respostas.
O link é esse:
http://www.portalmodulo.com.br/userfiles/QUEST%C3%95ES%20-%20DOUTRINAS%20SOCIAIS.pdf

E o texto:

Doutrinas sociais no século XIX
§  Resumindo:
As terríveis condições de traba­lho e de vida do proletariado indus­trial inspiraram alguns pensadores a questionar a sociedade capitalista. No começo do século XIX, surgiram os pensadores socialistas. Os principais foram os franceses Saint-Simon e Fourier e o inglês Charles Owen. Eles criticavam o individualis­mo capitalista e propunham a criação de uma sociedade baseada na igualdade e no trabalho cooperativo.
Os mais destacados pensadores socialistas do século XIX foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, autores do famoso Manifes­to comunista (1848). Eles acusaram os outros socialistas de serem “utópicos”, ou seja, de não conseguirem mostrar como se poderia destruir o capitalismo e construir uma nova sociedade. (“Utopia” significa “sonho bonito, masirrealizável”). Marx e Engels fundaram o socialismo científico. Na obra O capital (1867), Marx declara acreditar que tinha pro­vado cientificamente que o capitalismo seria sempre uma sociedade injusta e irracional. Pa­ra ele, o proletariado deveria se organizar e fa­zer uma revolução para tomar o poder, des­truir o capitalismo e o domínio da burguesia, e construir uma sociedade baseada na pro­priedade social (as empresas, as terras, os bancos etc. pertenceriam a toda a sociedade).
Outra doutrina política revolucionária do século XIX foi o anarquismo, cujo princi­pal defensor era o russo Bakunin. Os anar­quistas rejeitavam qualquer instituição na qual houvesse pessoas dando as ordens e pessoas obedecendo. Para eles, ninguém tem o direito de dar ordens a outro ser hu­mano. Por isso, os anarquistas eram contra a propriedade privada, o capitalismo e o Esta­do. Não participavam de eleições e não ti­nham partido político. Existiram diversos ti­pos de anarquistas. Uns eram totalmente pa­cifistas, outros recorriam ao terrorismo contra as autoridades etc.
Representantes do movimento operário europeu (socialistas utópicos, sindicalistas, marxistas, anarquistas etc.) fundaram em 1864 a Primeira Internacional, que tinha por ob­jetivo apoiar a luta dos trabalhadores do mun­do inteiro. Mas as disputas entre as várias cor­rentes políticas acabaram dissolvendo a Inter­nacional (1876).

§  Sistematizando
   Para justificar o mundo capitalista que se estruturava, temos o LIBERALISMO ECONÔMICO:
- Defesa da propriedade privada, da exploração do proletariado, do individualismo econômico da liberdade de comércio e de produção.
- Respeito às leis naturais da economia, liberdade de contrato de salários e jornadas trabalhistas, sem controle do Estado ou pressão dos sindicatos.
   Os maiores representantes dessas premissas são:
·       Adam Smith (1723-90), autor de “A riqueza das nações”, onde defende a divisão do trabalho e a livre concorrência, como ingredientes essenciais para aumentar a produção, buscando sempre a redução de custos, com vistas ao aumento do maior consumo pelo menor preço.
Para ele, a função do Estado seria zelar pelos direitos à propriedade e manter a ordem social.
·       Thomas Malthus (1766-1834), na obra “Ensaio sobre a população”, apresentou uma visão pessimista ao afirmar que a população crescia em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos crescia em ordem aritmética. Nessa ordem, caberia ao Estado impedir o crescimento da população mais pobre, limitando-se a assistência e os cuidados dedicados aos mais carentes. Suas ideias influenciaram bastante o Parlamento inglês, que votou em 1834, a Lei dos Pobres, cuja ideia consistia em recolher emworkhouses (casas de trabalho), os desempregados e desabrigados. Nasworkhouses, os trabalhadores, divididos em alas por sexo, ficariam confinados e dali só sairiam para trabalhar em alguma fábrica, constituindo assim uma mão-de-obra barata ou quase escrava, que longe das ruas, não correria o risco de se proliferar.
·       David Ricardo (1772-1823), autor de “Princípios da economia política e tributação”, onde defendeu a Lei Férrea dos salários, ou seja, o trabalhador deve receber como salário apenas o mínimo suficiente à subsistência e nada mais.

   Em oposição ao mundo capitalista que se firmava, as primeiras ações contestatórias, vieram dos LUDITAS, ou seja, os quebradores de máquinas, que destruíam máquinas e fábricas, vistas como a razão da miséria e da exploração do trabalhador.    Os luditas foram duramente perseguidos e quando presos, deportados ou condenados à morte.
   A primeira ação do grupo data de 12 de abril de 1812, quando 350 trabalhadores entre homens, mulheres e crianças destruíram a tecelagem William Cartwright, próxima ao povoado  de Arnold no condado de Nottingham.
   A canção abaixo também nos dá uma ideia do que pretendiam os luditas:
"Bravos ludistas somos, para a quebra nós vamos!"
"Deus salve Ned Lud!"
"Máquinas para o inferno, queremos a nossa dignidade!"
"Quebrar é bom, junta-te a nós e salva a Europa!"
"Quebra! Quebra ou morre trabalhando!"
"Monstros do industrialismo, vos queremos quebrados!"
"Máquinas para o chão!"
"Bater! Bater! Bang Bang! Estes são o som da liberdade!"
"Quebra um, quebra dois, quebra três, quebra tudo! Tudo!"
   A partir de 1816 o movimento perdeu força devido à dura repressão exercida por 10 mil soldados encarregados especificamente do combate ao grupo. É um exemplo de que o Estado está a serviço do capital e da burguesia!
   Seguindo a mesma linha de contestação, porém entre os anos de 1838 a 1848, temos o movimento CARTISTA, que como o próprio nome indica, utilizava-se da CARTA DO POVO para comunicar “ao mundo” suas reivindicações:
- Participação política do operariado.
- Redução da jornada de trabalho.
- Substituição do voto censitário pelo sufrágio universal.
- Voto secreto.
   Mesmo sem grande número de adeptos, os cartistas conseguiram apoio parlamentar.

Trecho da Carta do Povo
Nós dizemos à honrada Câmara [da Grã-Bretanha] que [...] as leis que criam a carestia dos alimentos e as que rareiam o dinheiro devem ser abolidas. Os impostos devem recair sobre a propriedade, não sobre a indústria. O bem-estar de grande número, único fim legítimo, deve ser a única preocupação também do governo. [...]
Agrade pois, à respeitável Câmara, [...] esforçar-se, [...] em fazer  [...] uma lei que garanta a todo cidadão masculino maior, são de espírito e inocente de qualquer crime, o direito de votar para deputados do Parlamento, e que  institua o voto secreto para todas as eleições parlamentares futuras.
ARNAUT, Luiz D.H. Textos e documentos. Departamento de  História/Fafich/UFMG. s.d. www.fafich.ufmg.br/-luarnaut/cartism.PDF 
  
   Na linha doutrinária da contestação, temos o ANARQUISMO, movimento idealizado por dois Bakunin e Kropotkin, que eram categóricos ao dizer que a origem de todo mal é a existência do Estado, daí defenderem a existência de uma sociedade voltado para o auto abastecimento.  
    O SOCIALISMO UTÓPICO, foi desenvolvido por Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Robert Owen (1771-1859) e P.J. Proudhon (1809-1865).
   Defendiam uma sociedade sem exploração onde o Estado funcionasse como um regulador do bem estar-social
   Robert Owen colocou suas ideias em prática ao administrar por 25 anos um cotonifício em New Lanark, Escócia, onde a jornada de trabalho foi reduzida para 10 horas e os trabalhadores moravam ao redor das fábricas e ainda contavam com escolas que ofereciam instrução para os operários e seus filhos. De acordo com o pensamento capitalista da época, era um exemplo a ser destruído!
   O SOCIALISMO CRISTÃO, concebido a partir da publicação da encíclica papal Rerum Novarum em 1891, pretendia tornar o capitalismo mais humano. Combatia duramente as ideias marxistas por acreditar que elas não estimulavam o trabalho e geravam agitações sociais.
SOCIALISMO CIENTÍFICO, idealizado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1818-1883), propunha não apenas a contestação, mas a modificação da sociedade através da revolução proletária, onde o mundo dividido em duas classes, explorados e exploradores, deixariam de existir.

As ideias e as atitudes
   Durante o século XIX, especificamente nos anos 60, o movimento e a luta operária ganhou força:
- I Internacional Operária (1864 – Londres) – marcada pelas divergências entre anarquistas, marxistas e sindicalistas.
- II Internacional (1889 – Paris) – marcada por propostas reformistas e adotando ideias da Social Democracia Alemã, sugeria uma transformação lenta e gradual da sociedade.
- III Internacional (1919 – Moscou) – assumiu o nome de Internacional Comunista (Komintern ou Comintern ) e consumou a separação entre socialistas e comunistas.

- IV Internacional (1938 – Paris) – pretendia ajudar os países a conquistarem o socialismo.





Espero que ajude e que estudem!
E lembrem-se que estarei aqui para ajudar!

Um abraço carinhoso,
Prof@ Alessandra

18 de Setembro de 2013



























Querida turma 2004,


Postarei aqui, inicialmente, as questões que me foram dadas nos seminários e também algumas outras para que vocês possam estudar para prova do II Bimestre - 2012. Qualquer dúvida, estou por cá!

Um abraço,
Prof@ Alessandra

Tema - Independência dos EUA (Cap. 12 do livro)
1 - O que ocorreu com os indígenas da América do Norte após o projeto de povoamento inglês?
2 - Como os historiadores costumavam dividir as colônias inglesas?
3 - Como ocorreu a emancipação dos EUA?
4 - As finanças públicas inglesas sofreram muitas perdas, o que o governo fez para repor essas finanças?
5 - O que foi o Congresso da Filadélfia?
6 - Descreva a primeira e a segunda etapa do conflito do ponto de vista da aliança.
7 - Explique, com suas palavras, o seguinte trecho da Constituição dos EUA: "Todos os homens são criados iguais e são dotados por Deus de certos direitos fundamentais, como o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade." 
8 - O que define, principalmente, o texto constitucional estadunidense?

Olhem também esse site para mais questões (com respostas) que poderão cair na prova:
http://www.coladaweb.com/exercicios-resolvidos/exercicios-resolvidos-de-historia/a-independencia-dos-eua


Tema: Era Napoleônica - Cap. 14 do livro

1 - O que se denomina "Era Napoleônica"?
2 - Porque se diz que a gestão de Napoleão, durante o Consulado, foi centralista e até mesmo ditatorial?
3 - Qual a relação entre o Bloqueio Continental e a vinda da família real portuguesa para o Brasil?
4 - Como o Consulado proveu a reorganização e a recuperação do Estado Francês? Justifique.
5 - Descreva como Napoleão tornou-se imperador.
6 - Explique o que foi o Bloqueio Continental e qual o seu objetivo.
7 - O que foi o governo de Cem dias?
8 - Qual foi a reação dos outros países à política expansionista do governo de Napoleão Bonaparte?
9 - Quais foram as causas da derrota francesa na campanha da Rússia?

Nesse tema o importante a estudar para prova é a relação Portugal / Bloqueio Continental / Inglaterra e vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil e suas consequências.

Olhem também esse site para mais questões (com respostas) que poderão cair na prova sobre Revolução Francesa (grupo não trouxe questões) e Era Napoleônica:
http://www.coladaweb.com/exercicios-resolvidos/exercicios-resolvidos-de-historia/revolucao-francesa-era-napoleonica


Se surgirem dúvidas é só chamar!

Besos,
Prof@ Alessandra

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