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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Turma 2004 - Doutrinas Sociais do séc. XIX

Querida Turma 2004,

As postagens anteriores são para uma outra turma 2004, do ano passado. Para vocês, gostaria de deixar um link de umas questões, com gabarito, que servirão de base para eu usar em parte da prova. Mas lembre-se que também haverá questões sobre Imperialismo que usarão o texto e a folha de exercícios já discutidas em aula! (se quiserem também coloco aqui, ok?!)

Ao clicar no link você será direcionado para um arquivo em "pdf" de um professor (Ricardo Carvalho) com 20 questões sobre as Doutrinas Sociais do século XIX. Na verdade são 19 questões, pois a primeira não conta para o assunto a ser tratado e creio ter sido inserida no arquivo para evitar cópias.

Vou deixar abaixo também o texto que estou usando em aula com vocês, para quem não o tiver, e que ajuda a nortear as respostas.
O link é esse:
http://www.portalmodulo.com.br/userfiles/QUEST%C3%95ES%20-%20DOUTRINAS%20SOCIAIS.pdf

E o texto:

Doutrinas sociais no século XIX
§  Resumindo:
As terríveis condições de traba­lho e de vida do proletariado indus­trial inspiraram alguns pensadores a questionar a sociedade capitalista. No começo do século XIX, surgiram os pensadores socialistas. Os principais foram os franceses Saint-Simon e Fourier e o inglês Charles Owen. Eles criticavam o individualis­mo capitalista e propunham a criação de uma sociedade baseada na igualdade e no trabalho cooperativo.
Os mais destacados pensadores socialistas do século XIX foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, autores do famoso Manifes­to comunista (1848). Eles acusaram os outros socialistas de serem “utópicos”, ou seja, de não conseguirem mostrar como se poderia destruir o capitalismo e construir uma nova sociedade. (“Utopia” significa “sonho bonito, masirrealizável”). Marx e Engels fundaram o socialismo científico. Na obra O capital (1867), Marx declara acreditar que tinha pro­vado cientificamente que o capitalismo seria sempre uma sociedade injusta e irracional. Pa­ra ele, o proletariado deveria se organizar e fa­zer uma revolução para tomar o poder, des­truir o capitalismo e o domínio da burguesia, e construir uma sociedade baseada na pro­priedade social (as empresas, as terras, os bancos etc. pertenceriam a toda a sociedade).
Outra doutrina política revolucionária do século XIX foi o anarquismo, cujo princi­pal defensor era o russo Bakunin. Os anar­quistas rejeitavam qualquer instituição na qual houvesse pessoas dando as ordens e pessoas obedecendo. Para eles, ninguém tem o direito de dar ordens a outro ser hu­mano. Por isso, os anarquistas eram contra a propriedade privada, o capitalismo e o Esta­do. Não participavam de eleições e não ti­nham partido político. Existiram diversos ti­pos de anarquistas. Uns eram totalmente pa­cifistas, outros recorriam ao terrorismo contra as autoridades etc.
Representantes do movimento operário europeu (socialistas utópicos, sindicalistas, marxistas, anarquistas etc.) fundaram em 1864 a Primeira Internacional, que tinha por ob­jetivo apoiar a luta dos trabalhadores do mun­do inteiro. Mas as disputas entre as várias cor­rentes políticas acabaram dissolvendo a Inter­nacional (1876).

§  Sistematizando
   Para justificar o mundo capitalista que se estruturava, temos o LIBERALISMO ECONÔMICO:
- Defesa da propriedade privada, da exploração do proletariado, do individualismo econômico da liberdade de comércio e de produção.
- Respeito às leis naturais da economia, liberdade de contrato de salários e jornadas trabalhistas, sem controle do Estado ou pressão dos sindicatos.
   Os maiores representantes dessas premissas são:
·       Adam Smith (1723-90), autor de “A riqueza das nações”, onde defende a divisão do trabalho e a livre concorrência, como ingredientes essenciais para aumentar a produção, buscando sempre a redução de custos, com vistas ao aumento do maior consumo pelo menor preço.
Para ele, a função do Estado seria zelar pelos direitos à propriedade e manter a ordem social.
·       Thomas Malthus (1766-1834), na obra “Ensaio sobre a população”, apresentou uma visão pessimista ao afirmar que a população crescia em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos crescia em ordem aritmética. Nessa ordem, caberia ao Estado impedir o crescimento da população mais pobre, limitando-se a assistência e os cuidados dedicados aos mais carentes. Suas ideias influenciaram bastante o Parlamento inglês, que votou em 1834, a Lei dos Pobres, cuja ideia consistia em recolher emworkhouses (casas de trabalho), os desempregados e desabrigados. Nasworkhouses, os trabalhadores, divididos em alas por sexo, ficariam confinados e dali só sairiam para trabalhar em alguma fábrica, constituindo assim uma mão-de-obra barata ou quase escrava, que longe das ruas, não correria o risco de se proliferar.
·       David Ricardo (1772-1823), autor de “Princípios da economia política e tributação”, onde defendeu a Lei Férrea dos salários, ou seja, o trabalhador deve receber como salário apenas o mínimo suficiente à subsistência e nada mais.

   Em oposição ao mundo capitalista que se firmava, as primeiras ações contestatórias, vieram dos LUDITAS, ou seja, os quebradores de máquinas, que destruíam máquinas e fábricas, vistas como a razão da miséria e da exploração do trabalhador.    Os luditas foram duramente perseguidos e quando presos, deportados ou condenados à morte.
   A primeira ação do grupo data de 12 de abril de 1812, quando 350 trabalhadores entre homens, mulheres e crianças destruíram a tecelagem William Cartwright, próxima ao povoado  de Arnold no condado de Nottingham.
   A canção abaixo também nos dá uma ideia do que pretendiam os luditas:
"Bravos ludistas somos, para a quebra nós vamos!"
"Deus salve Ned Lud!"
"Máquinas para o inferno, queremos a nossa dignidade!"
"Quebrar é bom, junta-te a nós e salva a Europa!"
"Quebra! Quebra ou morre trabalhando!"
"Monstros do industrialismo, vos queremos quebrados!"
"Máquinas para o chão!"
"Bater! Bater! Bang Bang! Estes são o som da liberdade!"
"Quebra um, quebra dois, quebra três, quebra tudo! Tudo!"
   A partir de 1816 o movimento perdeu força devido à dura repressão exercida por 10 mil soldados encarregados especificamente do combate ao grupo. É um exemplo de que o Estado está a serviço do capital e da burguesia!
   Seguindo a mesma linha de contestação, porém entre os anos de 1838 a 1848, temos o movimento CARTISTA, que como o próprio nome indica, utilizava-se da CARTA DO POVO para comunicar “ao mundo” suas reivindicações:
- Participação política do operariado.
- Redução da jornada de trabalho.
- Substituição do voto censitário pelo sufrágio universal.
- Voto secreto.
   Mesmo sem grande número de adeptos, os cartistas conseguiram apoio parlamentar.

Trecho da Carta do Povo
Nós dizemos à honrada Câmara [da Grã-Bretanha] que [...] as leis que criam a carestia dos alimentos e as que rareiam o dinheiro devem ser abolidas. Os impostos devem recair sobre a propriedade, não sobre a indústria. O bem-estar de grande número, único fim legítimo, deve ser a única preocupação também do governo. [...]
Agrade pois, à respeitável Câmara, [...] esforçar-se, [...] em fazer  [...] uma lei que garanta a todo cidadão masculino maior, são de espírito e inocente de qualquer crime, o direito de votar para deputados do Parlamento, e que  institua o voto secreto para todas as eleições parlamentares futuras.
ARNAUT, Luiz D.H. Textos e documentos. Departamento de  História/Fafich/UFMG. s.d. www.fafich.ufmg.br/-luarnaut/cartism.PDF 
  
   Na linha doutrinária da contestação, temos o ANARQUISMO, movimento idealizado por dois Bakunin e Kropotkin, que eram categóricos ao dizer que a origem de todo mal é a existência do Estado, daí defenderem a existência de uma sociedade voltado para o auto abastecimento.  
    O SOCIALISMO UTÓPICO, foi desenvolvido por Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Robert Owen (1771-1859) e P.J. Proudhon (1809-1865).
   Defendiam uma sociedade sem exploração onde o Estado funcionasse como um regulador do bem estar-social
   Robert Owen colocou suas ideias em prática ao administrar por 25 anos um cotonifício em New Lanark, Escócia, onde a jornada de trabalho foi reduzida para 10 horas e os trabalhadores moravam ao redor das fábricas e ainda contavam com escolas que ofereciam instrução para os operários e seus filhos. De acordo com o pensamento capitalista da época, era um exemplo a ser destruído!
   O SOCIALISMO CRISTÃO, concebido a partir da publicação da encíclica papal Rerum Novarum em 1891, pretendia tornar o capitalismo mais humano. Combatia duramente as ideias marxistas por acreditar que elas não estimulavam o trabalho e geravam agitações sociais.
SOCIALISMO CIENTÍFICO, idealizado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1818-1883), propunha não apenas a contestação, mas a modificação da sociedade através da revolução proletária, onde o mundo dividido em duas classes, explorados e exploradores, deixariam de existir.

As ideias e as atitudes
   Durante o século XIX, especificamente nos anos 60, o movimento e a luta operária ganhou força:
- I Internacional Operária (1864 – Londres) – marcada pelas divergências entre anarquistas, marxistas e sindicalistas.
- II Internacional (1889 – Paris) – marcada por propostas reformistas e adotando ideias da Social Democracia Alemã, sugeria uma transformação lenta e gradual da sociedade.
- III Internacional (1919 – Moscou) – assumiu o nome de Internacional Comunista (Komintern ou Comintern ) e consumou a separação entre socialistas e comunistas.


- IV Internacional (1938 – Paris) – pretendia ajudar os países a conquistarem o socialismo.





Espero que ajude e que estudem!
E lembrem-se que estarei aqui para ajudar!

Um abraço carinhoso,
Prof@ Alessandra

terça-feira, 19 de junho de 2012

Resumos dos Seminários

Queridos alunos,

Estou por aqui!

Pretendo, como falei em aula, postar todos os resumos e questionários dos grupos para que os tenhamos, todos, antes da prova.
Para que eu possa postar apenas um link, aqui no blog (já que não é possível anexar documentos do word), e não um comentário super longo, peço que vocês (o que digitou em cada grupo) me enviem por e-mail (medievaz@gmail.com), o arquivo com o resumo e o questionário (com nome de cada um do grupo, tema e turma, ok?!).


Aguardo...
E, para qualquer dúvida, estou por cá!
Com carinho,
Prof@ Alessandra

terça-feira, 20 de março de 2012

Bem-vindos queridos alunos de 2012!!!

Queridos,

Começamos esta nova jornada e aqui é um espaço para trocarmos dúvidas, ideias e material didático.
Postarei sempre resumos que ajudem a matéria e que sirvam de reforço para o estudo das avaliações.
Então, começaremos com o material do primeiro bimestre do para o 2o Ano, tudo bem?!

Segue um resumo sobre Idade Média:


Introdução
O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras ), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos.

Estrutura Política do Feudalismo
Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).


Sociedade feudal
A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).


Economia feudal
A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudoera a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.


Religião
Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.


As Guerras
A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.


Educação, artes e cultura
A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.
A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.
Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.


O fim do feudalismo
O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.


Agora vou e já volto com um outro resumo, só que agora da Idade Moderna para o 2o Ano.

Besitos!!!

Prof@ Alessandra

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Feira de Afro-brasilidade

Queridos,
Estamos seguindo rumo a feira de afro-brasilidade!
Vamos pontuar como ficamos:

Ainda faltam alguns grupos nos mostrarem, em sala, tudo que vão apresentar na feira. Só temos a próxima terça para isso, então vamos correr atrás do prejuízo!

A feira é dia 22 de Novembro!


Ficou definido que a 3002 fica com os seguintes temas:

Para comida: feijoada e doce de abóbora

Para música: a influência do música africana fora do Brasil. Ex: Hip Hop, Funk, Jazz, etc...

Para religião: Candomblé

Para dança: Maculelê


A turma 3001 fica com:


Para comida: Angu à moda baiana e "doce de Banana"

Para música: a influência do música africana no Brasil. Ex: Samba, Pagode, Axé, etc...

Para religião: Umbanda

Para dança: Capoeira


Isso está definido, mas qualquer dificuldade ou sugestão, estamos juntos para acertarmos, ok?

Um abraço carinhoso,

Prof@ Alê

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fala ai Galera