Falando de Guerra Fria para nossa prova, tenha em mente entender o que foi, por que aconteceu e como foi. Essas, são as questões centrais do assunto e que serão cobradas não apenas em nossa prova bimestral, como em todas as provas externas que fizerem, nas quais o assunto for abordado.
Os sites do Brasil Escola e do Info Escola possuem pequenos resumos que ajudam a entender o assunto melhor. Seguem os links:
http://www.brasilescola.com/geografia/guerra-fria.htm
http://www.infoescola.com/historia/guerra-fria/
Se precisarem de qualquer ajuda, me procurem!
Um abraço carinhoso,
Prof@ Alessandra
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Turma 3004 - Descolonização da África
Turma 3004 de 2013
13 - (Upf 2012) Analise a charge abaixo que
apresenta alguns elementos dos processos de descolonização ou libertação da
África negra durante o século XX. Aponte a assertiva correta com base na imagem
e na história do processo de independência das colônias africanas.
Queridos,
Segue abaixo o mesmo texto da última aula (sobre descolonização da África) com exercícios. Coloquei no final o gabarito das questões.
Se tiverem dúvidas, me procurem!
Lembre-se que prova terá também as questões referente à Guerra Fria. Vou colocar num outro post o vídeo do Telecurso sobre a Guerra Fria que passei para vocês em aula, ok?!
Um abraço carinhoso,
Prof@ Alessandra
Segue o texto:
A descolonização da África
A descolonização
tornou-se possível no após-1945 devido a exaustão em que as antigas potências
coloniais se encontraram ao terem-se dilacerado em seis anos de guerra mundial,
de 1939 a 1945. Algumas delas, como a Holanda, a Bélgica e a França, foram
ocupados pelos nazistas, o que acelerou ainda mais a decomposição dos seus
impérios no Terceiro Mundo. A guerra também as fragilizou ideologicamente: como
podiam elas manter que a guerra contra Hitler era uma luta universal pela
liberdade contra a opressão se mantinham em estatuto colonial milhões de
asiáticos e africanos?
A Segunda
Guerra Mundial se debilitou a mão do opressor colonial, excitou o
nacionalismo dos nativos do Terceiro Mundo. Os povos asiáticos e africanos
foram assaltados pela impaciência com sua situação jurídica de inferioridade,
considerando cada vez mais intolerável o domínio estrangeiro. Os europeus, por
outro lado, foram tomados por sentimentos contraditórios de culpa por
manterem-nos explorados e sob sua tutela, resultado da influencia das ideias
filantrópicas, liberais e socialistas, que remontavam ao século 18. Haviam
perdido, depois de terem provocado duas guerras mundiais, toda a superioridade
moral que, segundo eles, justificava seu domínio.
Quem por primeiro
conseguiu a independência foram os povos da Ásia (começando pela Índia e
Paquistão, em 1946). A maré da independência atingiu a África somente em 1956.
O primeiro pais do Continente Negro a consegui-la foi Ghana, em 1957. Em geral
podemos separar o processo de descolonização africano em dois tipos. Aquelas
regiões que não tinham nenhum produto estratégico (cobre, ouro, diamantes ou
petróleo) conseguiram facilmente sua autonomia, obtendo-a por meio da
negociação pacífica. E, ao contrário, as que tinham um daqueles produtos,
considerados estratégicos pela metrópole, explorados por grandes corporações, a
situação foi diferente (caso do petróleo na Argélia e do cobre no Congo belga).
Neles os colonialistas resistiram aos movimentos.
No continente
africano, o Egito foi a primeira nação independente, alcançando a sua
independência entre as duas guerras mundiais. Posteriormente, na década de 50,
mais de 20 nações tornaram-se independentes.
Entre as nações que
tornaram-se independentes na década de 50, podemos
destacar : Marrocos, Tunísia,
Líbia, Sudão, Etiópia, África do Sul e Gana.
Na década de 60, outros países surgiram como Argélia,
Mali, Niger, Tchad, Zaire, Senegal, Tanzânia, Quênia, Somália, Nigéria, entre outros.
Depois da década de
60, somente as colônias portuguesas como Angola e Moçambique, continuaram a luta pela
independência alcançada somente na década de 1970. Em Angola e nas outras
colônias portuguesas, a luta pela emancipação fora reforçada após a Revolução
dos Cravos, que finalizou o fascismo em Portugal.
Em Angola ocorreu a
presença de três grupos guerrilheiros : FNLA ( Frente Nacional de Libertação
de Angola), UNITA ( União Nacional pela Independência Total de Angola) e o MPLA
( Movimento Popular de Libertação de Angola), a luta foi encerrada em 1976, com
a vitória da MPLA mantida pela URSS.
A Argélia, colônia
francesa, era uma região muito rica e promissora, que interessava às empresas
francesas; o presidente de Gaulle propôs dar autonomia à colônia, proposta não
aceita pelos argelinos que lutaram pela separação completa através da Frente de
Libertação Nacional.
1 - Defina África.
2 - Como você definiria o conceito de
descolonização?
3 - Quando se fala em descolonização
tem-se a sensação que esta parte dos povos africanos ou do povo europeu?
Justifique sua resposta.
4 - O que impedia o processo de
independência dos povos africanos? Justifique.
5 – Há relação entre a condição
socioeconômica atual dos diferentes povos africanos com o Neocolonialismo e com
o processo de descolonização? Explique sua resposta.
6 - (Fuvest) Assolado pela miséria,
superpopulação e pelos flagelos mortíferos da fome e das guerras civis, a
situação de praticamente todo o continente africano é, neste momento de sua
história, catastrófica. Este quadro trágico decorre:
a) de fatores conjunturais que nada têm
a ver com a herança do neocolonialismo, uma vez que a dominação colonial
européia se encerrou logo após a segunda guerra mundial.
b) exclusivamente de um fator
estrutural, posterior ao colonialismo europeu, mas interno ao continente, que é
o tribalismo, que impede sua modernização.
c) da inserção da maioria dos países
africanos na economia mundial como fornecedores de matérias-primas cujos preços
têm baixado continuamente.
d) exclusivamente de um fator
estrutural, externo ao continente, a espoliação imposta e mantida pelo Ocidente
que bloqueia a sua autodeterminação.
e) da herança combinada de tribalismo e
colonialismo, que redundou na formação de micro-nacionalismos incapazes de
reconstruir antigas formas de associação bem como de construir novas.
7 - (Fgv) O genocídio que teve lugar em
Ruanda, assim como a guerra civil em curso na República Democrática do Congo,
ou ainda o conflito em Darfur, no Sudão, revelam uma África marcada pela
divisão e pela violência. Esse estado de coisas deve-se, em parte,
a) às diferenças ideológicas que perpassam
as sociedades africanas, divididas entre os defensores do liberalismo e os
adeptos do planejamento central.
b) à intolerância religiosa que impede
a consolidação dos estados nacionais africanos, divididos nas inúmeras
denominações cristãs e muçulmanas.
c) aos graves problemas ambientais que
produzem catástrofes e aguçam a desigualdade ao perpetuar a fome, a violência e
a miséria em todo o continente.
d) à herança do colonialismo, que
introduziu o conceito de Estado-nação sem considerar as características das
sociedades locais.
e) às potências ocidentais que
continuam mantendo uma política assistencialista, o que faz com que os governos
locais beneficiem-se do caos.
8 - (Pucsp) "A economia dos países
africanos caracteriza-se por alto endividamento externo, elevadas taxas de
inflação, constante desvalorização da moeda e grande grau de concentração de
renda, mantidos pela ausência ou fraqueza dos mecanismos de redistribuição da
riqueza e pelo aprofundamento da dependência da ajuda financeira internacional,
em uma escala que alguns países não tiveram nem durante o colonialismo".
Leila Leite Hernandez. "A África
na sala de aula". São Paulo: Selo Negro Edições, 2005, p. 615.
O fragmento caracteriza a atual situação geral dos
países africanos que obtiveram sua independência na segunda metade do século
XX. Sobre tal caracterização pode-se afirmar que:
a) deriva sobretudo da falta de unidade política
entre os Estados nacionais africanos, que impede o desenvolvimento de uma luta
conjunta contra o controle do comércio internacional pelos grandes blocos
econômicos.
b) é resultado da precariedade de recursos naturais
no continente africano e da falta de experiência política dos novos
governantes, que facilitam o agravamento da corrupção e dificultam a contenção
dos gastos públicos.
c) deriva sobretudo das dificuldades de formação
dos Estados nacionais africanos, que não conseguiram romper totalmente, após a
independência, com os sistemas econômicos, culturais e político-administrativos
das antigas metrópoles.
d) é resultado exclusivo da globalização econômica,
que submeteu as economias dos países pobres às dos países ricos, visando à
exploração econômica direta e estabelecendo a hegemonia norte-americana sobre
todo o planeta.
e) deriva sobretudo do desperdício provocado pelas
guerras internas no continente africano, que tiveram sua origem no período
anterior à colonização européia e se reacenderam em meio às lutas de
independência e ao processo de formação nacional.
9 - (Uerj) A África subsaariana conheceu, ao longo
dos últimos quarenta anos, trinta e três conflitos armados que fizeram no total
mais de sete milhões de mortos. Muitos desses conflitos foram provocados por
motivos étnico-regionais, como os massacres ocorridos em Ruanda e no Burundi.
(Le Monde Diplomatique, maio/1993 - com
adaptações.)
Das alternativas abaixo, aquela que identifica uma
das raízes históricas desses conflitos no continente africano é:
a) a chegada dos portugueses, que, em busca de
homens para escravização, extinguiram inúmeros reinos existentes
b) a Guerra Fria, que, ao provocar disputas entre
EUA e URSS, transformou a África num palco de guerras localizadas
c) o Imperialismo, que, ao agrupar as diferentes
nacionalidades segundo tradições e costumes, anulou direitos de conquista
d) o processo de descolonização, que, mantendo as
mesmas fronteiras do colonialismo europeu, desrespeitou as diferentes etnias e
nacionalidades
10 - (Cesgranrio) "Morre um homem por minuto
em Ruanda. Um homem morre por minuto numa nação do continente onde o Homo
Sapiens surgiu há um milhão de anos... Para o ano 2000 só faltam seis, mas a
Humanidade não ingressará no terceiro milênio, enquanto a África for o túmulo
da paz."
(Augusto Nunes, in: jornal O GLOBO,
6.8.94)
A situação de instabilidade no continente africano
é o resultado de diversos fatores históricos, dentre os quais destacamos o(a):
a) fortalecimento político dos antigos impérios
coloniais na região, apoiado pela Conferência de Bandung.
b) declínio dos nacionalismos africanos causado
pelo final da Guerra Fria.
c) acirramento das guerras intertribais no processo
de descolonização que não respeitou as características culturais do continente.
d) fim da dependência econômica ocorrida com as
independências políticas dos países africanos, após a década de 50.
e) difusão da industrialização no continente
africano, que provocou suas grandes desigualdades sociais.
11 - (Ufes) O presidente sul-africano ficou
surpreso ao saber que, no Brasil, o maior país de população negra fora da
África, se fala uma só língua e se pratica o sincretismo religioso.
("O Globo" - 23/7/98)
O texto se refere à visita ao Brasil do presidente
sul-africano, Nelson Mandela, que combateu duramente os sérios problemas
enfrentados pela África do Sul após se libertar da sujeição efetiva à
Inglaterra. Uma das dificuldades por que passou o país foi a política de
"apartheid", que consistia no(a)
a) resistência pacífica, que previa o boicote aos
impostos e ao consumo dos produtos ingleses.
b) radicalismo religioso, que não permitia aos
brancos professar a religião dos negros, impedindo o sincretismo religioso que
interessava aos ingleses.
c) manutenção da igualdade social, que facilitava o
acesso à cultura a brancos e negros, desde que tivessem poder econômico e
político.
d) segregacionismo oficial, que permitia que uma
minoria de brancos controlasse o poder político e garantisse seus privilégios
diante da maioria negra.
e) desarmamento obrigatório para qualquer
instituição nacional e exigência do uso exclusivo do dialeto africano nas
empresas estrangeiras.
12 - (Fuvest 2011) África vive (...) prisioneira de
um passado inventado por outros.
Mia Couto, Um retrato sem moldura, In:
HERNANDEZ, Leila,
A África na sala de aula. São Paulo:
Selo Negro, p.11, 2005.
A frase acima se justifica porque
a) os movimentos de independência na África foram
patrocinados pelos países imperialistas, com o objetivo de garantir a
exploração econômica do continente.
b) os distintos povos da África preferem negar suas
origens étnicas e culturais, pois não há espaço, no mundo de hoje, para a
defesa da identidade cultural africana.
c) a colonização britânica do litoral atlântico da
África provocou a definitiva associação do continente à escravidão e sua
submissão aos projetos de hegemonia europeia no Ocidente.
d) os atuais conflitos dentro do continente são
comandados por potências estrangeiras, interessadas em dividir a África
para explorar mais facilmente suas riquezas.
e) a maioria das divisões políticas da África
definidas pelos colonizadores se manteve, em linhas gerais, mesmo após os
movimentos de independência.
a) A descolonização foi uma iniciativa dos
colonizadores, que, conscientes da importância do princípio de autodeterminação
dos povos, afastam-se para deixar que cada nação africana ainda regida por europeus
seja independente.
b) Muitas lideranças africanas implementaram
ditaduras pautadas na força quando da sua independência em relação aos
europeus.
c) A luta anticolonial foi estimulada pela Segunda
Guerra Mundial, quando soldados das colônias foram incorporados aos exércitos
nas batalhas da Europa e obtiveram direitos políticos para suas nações em
função de sua participação na derrocada do nazifascismo.
d) Apesar de alguns líderes africanos terem se
destacado na luta pela independência, o processo foi solucionado de forma
pacífica, evidenciando a conscientização de todos os envolvidos.
e) O Pan-Africanismo visava congregar as nações
independentes em entidades desportivas que auxiliassem na sua afirmação
identitária nacional, fazendo uso da Copa da África, Copa do Mundo e Olimpíadas
para reforçar a união de suas populações.
14 - (Ufsm 2011) "A primeira coisa, portanto,
é dizer-vos a vós mesmos: Não aceitarei mais o papel de escravo. Não obedecerei
às ordens como tais, mas desobedecerei quando estiverem em conflito com a minha
consciência. O assim chamado patrão poderá sussurrar-vos e tentar forçar-vos a
servi-lo. Direis: Não, não vos servirei por vosso dinheiro ou sob ameaça. Isso
poderá implicar sofrimentos. Vossa prontidão em sofrer acenderá a tocha da
liberdade que não pode jamais ser apagada." (Mahatma Gandhi)
In: MOTA, Myriam; BRAICK, Patrícia.
História das cavernas ao Terceiro Milênio. São Paulo: Moderna, 2005.
p.119.
"Acenderá a tocha da liberdade que não pode
jamais ser apagada" são palavras de Mahatma Gandhi (1869-1948) que, no
contexto da Guerra Fria, inspiraram movimentos como
a) o acirramento da disputa por armamentos
nucleares entre os EUA e a URSS, objetivando a utilização do arsenal nuclear
como instrumento de dissuasão e amenização das disputas.
b) a reação dos países colonialistas europeus
visando a diminuir o poder da Assembleia Geral da ONU e reforçar o poder do
Secretário Geral e do Conselho de Segurança.
c) as concessões unilaterais de independência às
colônias que concordassem em formar alianças econômicas, políticas e
estratégicas com suas antigas metrópoles, como a Comunidade Britânica de Nações
e a União Francófona.
d) o reforço do regime de "apartheid" na
África do Sul que, após prender o líder Nelson Mandela e condená-lo à prisão
perpétua, procurou expandir a segregação racial para os países vizinhos, como a
Rodésia e a Namíbia.
e) o não alinhamento político, econômico e militar
aos EUA ou à URSS, decisão tomada pelos países do Terceiro Mundo reunidos na
Conferência de Bandung, na Indonésia.
Gabarito: 6 - E 7 - D 8 - C 9 - D 10 - C 11 - D 12 - E 13 - B 14 - E
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Turma 2004 - Doutrinas Sociais do séc. XIX
Querida Turma 2004,
As postagens anteriores são para uma outra turma 2004, do ano passado. Para vocês, gostaria de deixar um link de umas questões, com gabarito, que servirão de base para eu usar em parte da prova. Mas lembre-se que também haverá questões sobre Imperialismo que usarão o texto e a folha de exercícios já discutidas em aula! (se quiserem também coloco aqui, ok?!)
Ao clicar no link você será direcionado para um arquivo em "pdf" de um professor (Ricardo Carvalho) com 20 questões sobre as Doutrinas Sociais do século XIX. Na verdade são 19 questões, pois a primeira não conta para o assunto a ser tratado e creio ter sido inserida no arquivo para evitar cópias.
Vou deixar abaixo também o texto que estou usando em aula com vocês, para quem não o tiver, e que ajuda a nortear as respostas.
O link é esse:
http://www.portalmodulo.com.br/userfiles/QUEST%C3%95ES%20-%20DOUTRINAS%20SOCIAIS.pdf
E o texto:
As postagens anteriores são para uma outra turma 2004, do ano passado. Para vocês, gostaria de deixar um link de umas questões, com gabarito, que servirão de base para eu usar em parte da prova. Mas lembre-se que também haverá questões sobre Imperialismo que usarão o texto e a folha de exercícios já discutidas em aula! (se quiserem também coloco aqui, ok?!)
Ao clicar no link você será direcionado para um arquivo em "pdf" de um professor (Ricardo Carvalho) com 20 questões sobre as Doutrinas Sociais do século XIX. Na verdade são 19 questões, pois a primeira não conta para o assunto a ser tratado e creio ter sido inserida no arquivo para evitar cópias.
Vou deixar abaixo também o texto que estou usando em aula com vocês, para quem não o tiver, e que ajuda a nortear as respostas.
O link é esse:
http://www.portalmodulo.com.br/userfiles/QUEST%C3%95ES%20-%20DOUTRINAS%20SOCIAIS.pdf
E o texto:
Doutrinas sociais
no século XIX
§ Resumindo:
As terríveis
condições de trabalho e de vida do proletariado industrial inspiraram alguns
pensadores a questionar a sociedade capitalista. No começo do século XIX,
surgiram os pensadores socialistas. Os principais foram os franceses
Saint-Simon e Fourier e o inglês Charles Owen. Eles criticavam o individualismo
capitalista e propunham a criação de uma sociedade baseada na igualdade e no
trabalho cooperativo.
Os mais destacados
pensadores socialistas do século XIX foram os alemães Karl Marx e Friedrich
Engels, autores do famoso Manifesto comunista (1848). Eles acusaram
os outros socialistas de serem “utópicos”, ou seja, de não conseguirem mostrar
como se poderia destruir o capitalismo e construir uma nova sociedade.
(“Utopia” significa “sonho bonito, masirrealizável”). Marx e Engels
fundaram o socialismo científico. Na obra O capital (1867),
Marx declara acreditar que tinha provado cientificamente que o capitalismo
seria sempre uma sociedade injusta e irracional. Para ele, o proletariado
deveria se organizar e fazer uma revolução para tomar o poder, destruir o
capitalismo e o domínio da burguesia, e construir uma sociedade baseada na propriedade
social (as empresas, as terras, os bancos etc. pertenceriam a toda a
sociedade).
Outra doutrina
política revolucionária do século XIX foi o anarquismo, cujo
principal defensor era o russo Bakunin. Os anarquistas
rejeitavam qualquer instituição na qual houvesse pessoas dando as ordens e
pessoas obedecendo. Para eles, ninguém tem o direito de dar ordens a outro ser
humano. Por isso, os anarquistas eram contra a propriedade privada, o
capitalismo e o Estado. Não participavam de eleições e não tinham partido
político. Existiram diversos tipos de anarquistas. Uns eram totalmente pacifistas,
outros recorriam ao terrorismo contra as autoridades etc.
Representantes do
movimento operário europeu (socialistas utópicos, sindicalistas, marxistas,
anarquistas etc.) fundaram em 1864 a Primeira Internacional, que
tinha por objetivo apoiar a luta dos trabalhadores do mundo inteiro. Mas as
disputas entre as várias correntes políticas acabaram dissolvendo a Internacional
(1876).
§ Sistematizando
Para justificar o mundo capitalista que se estruturava,
temos o LIBERALISMO ECONÔMICO:
- Defesa da propriedade privada, da exploração do proletariado, do
individualismo econômico da liberdade de comércio e de produção.
- Respeito às leis naturais da economia, liberdade de contrato de
salários e jornadas trabalhistas, sem controle do Estado ou pressão dos
sindicatos.
Os maiores representantes dessas premissas são:
· Adam
Smith (1723-90), autor de “A riqueza das nações”, onde defende a
divisão do trabalho e a livre concorrência, como ingredientes essenciais
para aumentar a produção, buscando sempre a redução de custos, com vistas ao
aumento do maior consumo pelo menor preço.
Para ele, a função do Estado seria zelar pelos direitos à propriedade e
manter a ordem social.
· Thomas
Malthus (1766-1834), na obra “Ensaio sobre a população”, apresentou
uma visão pessimista ao afirmar que a população crescia em progressão
geométrica enquanto a produção de alimentos crescia em ordem aritmética. Nessa
ordem, caberia ao Estado impedir o crescimento da população mais pobre,
limitando-se a assistência e os cuidados dedicados aos mais carentes. Suas
ideias influenciaram bastante o Parlamento inglês, que votou em 1834, a Lei
dos Pobres, cuja ideia consistia em recolher emworkhouses (casas
de trabalho), os desempregados e desabrigados. Nasworkhouses, os
trabalhadores, divididos em alas por sexo, ficariam confinados e dali só
sairiam para trabalhar em alguma fábrica, constituindo assim uma mão-de-obra
barata ou quase escrava, que longe das ruas, não correria o risco de se
proliferar.
· David
Ricardo (1772-1823), autor de “Princípios da economia política e
tributação”, onde defendeu a Lei Férrea dos salários, ou seja, o trabalhador
deve receber como salário apenas o mínimo suficiente à subsistência e nada
mais.
O Germinal: http://www.youtube.com/watch?v=eNORsDsZxSE
Em oposição ao mundo capitalista que se firmava, as
primeiras ações contestatórias, vieram dos LUDITAS, ou
seja, os quebradores de máquinas, que destruíam máquinas e fábricas, vistas
como a razão da miséria e da exploração do trabalhador. Os
luditas foram duramente perseguidos e quando presos, deportados ou condenados à
morte.
A primeira ação do grupo data de 12 de abril de 1812,
quando 350 trabalhadores entre homens, mulheres e crianças destruíram a
tecelagem William Cartwright, próxima ao povoado de Arnold no condado de
Nottingham.
A canção abaixo também nos dá uma ideia do que pretendiam
os luditas:
"Bravos ludistas somos, para a quebra nós
vamos!"
"Deus salve Ned Lud!"
"Máquinas para o inferno, queremos a nossa
dignidade!"
"Quebrar é bom, junta-te a nós e salva a
Europa!"
"Quebra! Quebra ou morre trabalhando!"
"Monstros do industrialismo, vos queremos
quebrados!"
"Máquinas para o chão!"
"Bater! Bater! Bang Bang! Estes são o som da
liberdade!"
"Quebra um, quebra dois, quebra três, quebra
tudo! Tudo!"
A partir de 1816 o movimento perdeu força devido à dura
repressão exercida por 10 mil soldados encarregados especificamente do combate
ao grupo. É um exemplo de que o Estado está a serviço do capital e da
burguesia!
Seguindo a mesma linha de contestação, porém entre os anos
de 1838 a 1848, temos o movimento CARTISTA, que como o próprio nome
indica, utilizava-se da CARTA DO POVO para comunicar “ao
mundo” suas reivindicações:
- Participação política do operariado.
- Redução da jornada de trabalho.
- Substituição do voto censitário pelo sufrágio universal.
- Voto secreto.
Mesmo sem grande número de adeptos, os cartistas
conseguiram apoio parlamentar.
Trecho da Carta do
Povo
Nós dizemos à honrada Câmara [da Grã-Bretanha] que [...] as leis que
criam a carestia dos alimentos e as que rareiam o dinheiro devem ser abolidas.
Os impostos devem recair sobre a propriedade, não sobre a indústria. O
bem-estar de grande número, único fim legítimo, deve ser a única preocupação
também do governo. [...]
Agrade pois, à respeitável Câmara, [...] esforçar-se, [...] em
fazer [...] uma lei que garanta a todo cidadão masculino maior, são de
espírito e inocente de qualquer crime, o direito de votar para deputados do
Parlamento, e que institua o voto secreto para todas as eleições
parlamentares futuras.
ARNAUT, Luiz D.H. Textos e documentos. Departamento
de História/Fafich/UFMG. s.d. www.fafich.ufmg.br/-luarnaut/cartism.PDF
Na linha doutrinária da contestação, temos o ANARQUISMO, movimento
idealizado por dois Bakunin e Kropotkin, que eram categóricos ao dizer que a
origem de todo mal é a existência do Estado, daí defenderem a existência de uma
sociedade voltado para o auto abastecimento.
O SOCIALISMO UTÓPICO, foi desenvolvido
por Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Robert
Owen (1771-1859) e P.J. Proudhon (1809-1865).
Defendiam uma sociedade sem exploração onde o Estado
funcionasse como um regulador do bem estar-social
Robert Owen colocou suas ideias em prática ao administrar
por 25 anos um cotonifício em New Lanark, Escócia, onde a jornada de trabalho
foi reduzida para 10 horas e os trabalhadores moravam ao redor das fábricas e
ainda contavam com escolas que ofereciam instrução para os operários e seus
filhos. De acordo com o pensamento capitalista da época, era um exemplo a ser
destruído!
O SOCIALISMO CRISTÃO, concebido a partir da
publicação da encíclica papal Rerum Novarum em 1891, pretendia tornar o
capitalismo mais humano. Combatia duramente as ideias marxistas por acreditar
que elas não estimulavam o trabalho e geravam agitações sociais.
- SOCIALISMO CIENTÍFICO, idealizado por Karl Marx
(1818-1883) e Friedrich Engels (1818-1883), propunha não apenas a contestação,
mas a modificação da sociedade através da revolução proletária, onde o mundo
dividido em duas classes, explorados e exploradores, deixariam de existir.
As ideias e as
atitudes
Durante o século XIX, especificamente nos anos 60, o
movimento e a luta operária ganhou força:
- I Internacional Operária (1864 – Londres) – marcada pelas divergências
entre anarquistas, marxistas e sindicalistas.
- II Internacional (1889 – Paris) – marcada por propostas reformistas e
adotando ideias da Social Democracia Alemã, sugeria uma transformação lenta e
gradual da sociedade.
- III Internacional (1919 – Moscou) – assumiu o nome de Internacional
Comunista (Komintern ou Comintern ) e consumou a separação entre socialistas e comunistas.
- IV Internacional (1938 – Paris) – pretendia ajudar os países a
conquistarem o socialismo.
Espero que ajude e que estudem!
E lembrem-se que estarei aqui para ajudar!
Um abraço carinhoso,
Prof@ Alessandra
terça-feira, 19 de junho de 2012
Resumos dos Seminários
Queridos alunos,
Estou por aqui!
Aguardo...
E, para qualquer dúvida, estou por cá!
Com carinho,
Prof@ Alessandra
Estou por aqui!
Pretendo, como falei em aula, postar todos os resumos e questionários dos grupos para que os tenhamos, todos, antes da prova.
Para que eu possa postar apenas um link, aqui no blog (já que não é possível anexar documentos do word), e não um comentário super longo, peço que vocês (o que digitou em cada grupo) me enviem por e-mail (medievaz@gmail.com), o arquivo com o resumo e o questionário (com nome de cada um do grupo, tema e turma, ok?!).
Aguardo...
E, para qualquer dúvida, estou por cá!
Com carinho,
Prof@ Alessandra
terça-feira, 20 de março de 2012
Bem-vindos queridos alunos de 2012!!!
Queridos,
Introdução
Estrutura Política do Feudalismo
Sociedade feudal
Economia feudal
Começamos esta nova jornada e aqui é um espaço para trocarmos dúvidas, ideias e material didático.
Postarei sempre resumos que ajudem a matéria e que sirvam de reforço para o estudo das avaliações.
Então, começaremos com o material do primeiro bimestre do para o 2o Ano, tudo bem?!
Segue um resumo sobre Idade Média:
Introdução
O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras ), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos.
Estrutura Política do Feudalismo
Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).
Sociedade feudal
A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).
Economia feudal
A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudoera a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.
Religião
As Guerras
Educação, artes e cultura
O fim do feudalismo
Agora vou e já volto com um outro resumo, só que agora da Idade Moderna para o 2o Ano.
Besitos!!!
Prof@ Alessandra
Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.
As Guerras
A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.
Educação, artes e cultura
A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.
A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.
Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.
O fim do feudalismo
O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.
Prof@ Alessandra
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Feira de Afro-brasilidade
Queridos,
Estamos seguindo rumo a feira de afro-brasilidade!
Vamos pontuar como ficamos:
Ainda faltam alguns grupos nos mostrarem, em sala, tudo que vão apresentar na feira. Só temos a próxima terça para isso, então vamos correr atrás do prejuízo!
A feira é dia 22 de Novembro!
Ficou definido que a 3002 fica com os seguintes temas:
Para comida: feijoada e doce de abóbora
Para música: a influência do música africana fora do Brasil. Ex: Hip Hop, Funk, Jazz, etc...
Para religião: Candomblé
Para dança: Maculelê
A turma 3001 fica com:
Para comida: Angu à moda baiana e "doce de Banana"
Para música: a influência do música africana no Brasil. Ex: Samba, Pagode, Axé, etc...
Para religião: Umbanda
Para dança: Capoeira
Isso está definido, mas qualquer dificuldade ou sugestão, estamos juntos para acertarmos, ok?
Um abraço carinhoso,
Prof@ Alê
Estamos seguindo rumo a feira de afro-brasilidade!
Vamos pontuar como ficamos:
Ainda faltam alguns grupos nos mostrarem, em sala, tudo que vão apresentar na feira. Só temos a próxima terça para isso, então vamos correr atrás do prejuízo!
A feira é dia 22 de Novembro!
Ficou definido que a 3002 fica com os seguintes temas:
Para comida: feijoada e doce de abóbora
Para música: a influência do música africana fora do Brasil. Ex: Hip Hop, Funk, Jazz, etc...
Para religião: Candomblé
Para dança: Maculelê
A turma 3001 fica com:
Para comida: Angu à moda baiana e "doce de Banana"
Para música: a influência do música africana no Brasil. Ex: Samba, Pagode, Axé, etc...
Para religião: Umbanda
Para dança: Capoeira
Isso está definido, mas qualquer dificuldade ou sugestão, estamos juntos para acertarmos, ok?
Um abraço carinhoso,
Prof@ Alê
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